
O artista
A plataforma traçada a vermelho parece tão frágil — uma nota à margem sobre caminhar sobre gelo fino na vida.
Ler a nota ↘Memórias de um empresário chinês em Portugal, lidas através das mudanças da vida e do I Ching.
Se conseguires criar com a mesma naturalidade com que respiras, não é porque não haja intenção; é porque toda a intenção já se transformou em respiração.Sam Wang
Uma trajetória contada não como currículo, mas através das escolhas, perdas e mudanças que ficaram na memória.
Da chegada a Lisboa à expansão em Madrid, à família e à pandemia.
Um novo começo digital com a XIAOXIONG®.
Fotografias e pequenos textos sobre Lisboa, restaurantes, arquitetura e os instantes que não cabem nos capítulos.
90 notas traduzidas · edição portuguesa
A plataforma traçada a vermelho parece tão frágil — uma nota à margem sobre caminhar sobre gelo fino na vida.
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“O oceanário deixa para trás a agitação do dia e volta à tranquilidade;”
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“No canto inferior esquerdo, a sombra segura um telemóvel para fotografar;”
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“Ao longe, duas cabinas do teleférico deslizam para o fim do percurso;”
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“Sob os candeeiros, uma família passa, vista de costas;”
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“O céu, tão azul;”
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Ao lado do restaurante “Hai Shang Tian”, no Parque das Nações, fica o Lago das Tágides, uma instalação de arte pública deixada pela EXPO '98.
Pelo lago, espalham-se esculturas de mulheres em mármore, a tomar banho. São as ninfas do Tejo conhecidas como “Tágides”; uma falua, embarcação à vela do Tejo, espera na água.
O Hai Shang Tian é um restaurante chinês, aquele onde mais se reúne a comunidade chinesa de Lisboa.
“No canto superior esquerdo, o teleférico vai passando devagar;”
Parar quando é tempo de parar, avançar quando é tempo de avançar; movimento e quietude no seu tempo tornam luminoso o caminho.
Gen reúne duas montanhas e fala de parar. Mas o Comentário da Decisão não propõe ficar imóvel para sempre: parar e avançar têm o seu tempo. Nesta fotografia, as esculturas permanecem no lago enquanto o teleférico passa no céu; a quietude e o movimento encontram, cada um, o seu lugar.
Em «Família», o Hai Shang Tian é o cenário de um encontro: um jovem diz ter trabalhado no restaurante do autor, mas este não o reconhece. Aqui, o olhar desloca-se para junto do restaurante e demora-se nas figuras silenciosas do lago. O lugar é partilhado; os momentos são diferentes.
O mármore tem contornos definidos; os reflexos desfazem-se nas ondulações da água. Corpo e reflexo, permanência e passagem, podem sugerir duas faces de yin e yang, sem prender uma pessoa ou objeto a um dos polos. O teleférico continua; o olhar fica um instante à beira da água. Desse instante nasce «Cena de Banho».
Síntese da leituraO teleférico continua; o olhar demora-se à beira da água.A voz de Anita Mui acompanha este instante junto à água. As esculturas deixadas pela Expo permanecem, o teleférico passa devagar: a canção faz ressoar o que fica e o que passa.
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Olá, sou Wang Sanxiong — Sam 🤝
A epígrafe deste livro é o meu lema e também o ponto de partida da forma como entendo a vida, a restauração e o empreendedorismo.
Sou um chinês radicado em Portugal, natural de Qingtian, na província de Zhejiang, e trabalho na restauração. Gosto de arquitetura e da história que existe por trás dos edifícios; gosto do I Ching e de usar a sabedoria oriental para interpretar as histórias escondidas por trás da História.
Uma batalha pela «revolução dos canais próprios» dos pequenos e médios restaurantes;
XIAOXIONG®; não é um anúncio neste livro. É a prova de que, na segunda metade da vida, continuo disposto a mudar.